quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A terra - Obscuro planeta de exílio e de sombra - Vista do além


_ Lá está a terra com os seus contrastes destruidores; os ventos da iniquidade varrem na de pólo a pólo, entre os brados angustiosos dos seres que se debatem na aflição e no morticínio.
O que viste é o efeito das vibrações antagônicas, emitidas pela humanidade atormentada nas calamidades da guerra. Lá alimentam-se as almas com a substância amargosa das dores e sobre a sua superfície a vida é o direito do mais forte. Triste existência a dessas criaturas que se trucidam mutuamente para viver.
_ São comuns, ali, as chacinas, a fome, a epidemia, a viuvez, a orfandade que aqui não conhecemos... Obscuro planeta de exílio e de sombra! Entretanto, no universo, poucos lugares abrigarão tanto orgulho e tanto egoismo! Por tal motivo é que esse mundo necessita de golpes violentos e rudes.

Por Maria João de Deus

terça-feira, 21 de julho de 2009

Expedição pelo Rio das Velhas - 2009



Sabará recebe “Expedição pelo Velhas 2009”

Quando visitou a cidade, em 2003, no início da primeira expedição pelo Velhas, a equipe do projeto Manuelzão encontrou o rio, que é um dos principais afluentes do São Francisco, em estado avançado de degradação. De volta à Sabará na quinta-feira, 14 de maio, com a nova “Expedição pelo Velhas 2009”, a mesma equipe se deparou mais uma vez com um rio poluído, penalizado com o despejo de esgoto “in natura” em suas águas e lixo em suas margens. Seis anos se passaram e nada mudou. “De lá para cá Sabará fez quase nada. O rio está muito ruim, cheio de esgoto. Um cheiro insuportável”, declarou Apolo Heringer, idealizador e gestor do projeto Manuelzão. “Não adianta fazer balneário com esgoto dentro do rio. Primeiro trata esgoto, depois vamos trazer embelezamento. Tem que ter boulevard com tratamento de esgoto. Se não, estão botando lixo debaixo do tapete”, afirmou Heringer, numa crítica clara ao Projeto Boulevard.


Enquanto se registram avanços em vários municípios ao longo da bacia, em Sabará a situação do rio continua crítica. Isso porque deságuam no Velhas duas grandes fontes de ‘esgoto’: o Rio Sabará, onde são lançados, sem tratamento, os esgotos dos bairros Pompéu, Vila Michel, Vila Santa Cruz, Mangueiras, entre outros, e o Córrego Malheiros, que também recebe os esgotos não tratados de parte do bairro Santa Inês, em Belo Horizonte, e dos bairros Ana Lúcia, Alvorada, Nações Unidas e General Carneiro. “Muitas fazendas jogam animais mortos e fezes de cavalo, porco e vaca dentro do rio. Fora o material despejado pelas mineradoras. Em General Carneiro a situação é um horror”, lamentou Heringer.

Situações como a descrita, ressaltaram os expedicionários, ameaçam o cumprimento da Meta 2010, cujo compromisso assumido pelo Projeto Manuelzão é “nadar, pescar e navegar” no Rio das Velhas até o próximo ano. Para o gestor do ‘Manuelzão’ cabe à prefeitura reverter essa situação, com a colaboração de todos. “Chega de conversa pela metade. Não é possível Sabará não transformar toda a margem do rio num parque. Não é preciso um boulevard caríssimo. Isso se faz com trilhas e banquinho para as pessoas sentarem. É coisa barata. Eu tenho certeza que o povo de Sabará gostaria de ver o rio limpo, com áreas para fazer caminhada e não esse negócio abandonado que eu estou vendo aqui”, criticou.

O vice-prefeito Argemiro Ramos reconheceu que Sabará tem uma “dívida histórica com o Rio das Velhas”. Segundo ele, a administração passada não fez sua parte, sobretudo, em relação ao Rio Sabará. Mas agora, ressaltou Argemiro, a nova administração do município já está em negociações com a Copasa para sanar o problema.

A chegada da Expedição à Sabará

Quinta-feira, 14 de maio. Já passavam das 16 horas quando os canoístas da “Expedição pelo Velhas 2009- encontro de um povo com sua bacia” chegaram à Sabará. Na praça de esportes, no local exato em que ocorre a confluência do rio Caeté/Sabará com o Velhas, eles foram recebidos com entusiasmo, ao som da Fanfarra do Caíque, por estudantes das escolas pública e particular, comunidade, autoridades locais, representantes do Governo do Estado e equipe do Projeto Manuelzão. Minutos depois chegou a miniexpedição de Cavaleiros do Alto Velhas, que acompanhou à cavalo, pelas margens, todo o trajeto dos canoístas. A descida pelo rio de caíaque durou mais de quatro horas.

Saindo de Honório Bicalho, passando por Raposos e Rio Acima, os aventureiros encontraram no caminho cenários entristecedores, com muito lixo acumulado às margens do rio. “Ficamos muito assustados com a situação do rio para baixo de Honório Bicalho ( em Nova Lima). Encontramos uma ferida aberta no Morro do Galo Velho. Havia no local um antigo lixão que foi fechado há 40 anos. Mas o lixão não foi recuperado de forma adequada e agora ele está caindo no rio. Esse lixão atenta contra a meta 2010”, denunciou Ronald Guerra. Integrante da expedição de 2003, ele observa, no entanto, que, após seis anos, o Projeto Manuelzão registrou avanços. “A qualidade da água tem melhorado. Os peixes estão subindo. A população está mais envolvida. Alguns municípios estão investindo maciçamente em tratamento de esgoto. Mas precisa ser feito muito mais para alcançar a meta”.


Governo do Estado estuda liberação de recursos para tratamento de esgoto

Com a participação da comunidade e de autoridades locais, logo após a chegada da “Expedição pelo Velhas 2009”, na noite do dia 14, a Coordenadora do Projeto Estruturador Meta 2010, Myriam Mousinho, o representante da Copasa Ronaldo Matias, coordenadores do Projeto Manuelzão e o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, se reuniram no Teatro Municipal para debaterem alguns dos principais desafios para o cumprimento da Meta 2010. Entre eles, a falta de tratamento de esgoto que ainda afeta muitos municípios como Sabará. Lembrando que o Rio das Velhas já foi extraordinário, José Carlos afirmou que o Governo de Minas, através da Copasa, já elaborou o projeto para o sistema de esgotamento sanitário de Sabará, que prevê a construção de rede coletora, estações elevatórias e estação de tratamento de esgoto. "A verba para a implantação desse sistema está plenamente garantida pelo Governo de Minas, caso a prefeitura passe a concessão para a Copasa”, garantiu. O secretário ainda ressaltou que “o Governo oferece todo o apoio da Copasa à Prefeitura de Sabará para que o município trate 100% do esgoto coletado".

De acordo com a Secretaria de Meio ambiente de Sabará, as negociações da prefeitura estão paralisadas com a Copasa. A prefeitura está estudando a contrapartida para o município para compensar a rede de esgoto já existente e não elevar muito a taxa de esgoto que será cobrada pela Copasa. A rede hoje é deficitária em termos financeiros para a prefeitura, a população paga a taxa de esgoto através do IPTU e são poucos que pagam. Hoje a prefeitura já atende a 90% da rede de esgoto do município.

A nova secretária de Planejamento de Sabará, Carmem Cristina está estudando todas as opções possíveis para a solução do problema na cidade, inclusive a implantação do SAAE, como existe em Caeté, Itabirito, Pirapora e várias outras cidades de Minas.

Festivelhas

Paralelamente à expedição, foi realizado este ano o Festivelhas. Palestras, apresentações artísticas e folclóricas, oficinas e outras atividades que resgatam a riqueza biocultural da bacia foram realizadas aos finais de semana em Ouro Preto, Santa Luzia, Curvelo, Várzea da Palma e Belo Horizonte.
A “ressurreição” do Rio das Velhas
Iniciada em 8 de maio, em Ouro Preto, onde nasce o rio, a “Expedição pelo Velhas 2009” chega ao final amanhã, dia 6 de junho, em Belo Horizonte, com uma vasta programação artística e cultural, após ter percorrido 804 quilômetros e passado em 51 municípios englobados pela bacia do Velhas. Depois de quase um mês de viagens de caiaque, palestras, oficinas culturais e muitos debates, o idealizador do Projeto Manuelzão, Apolo Heringer atribui à expedição um saldo positivo, apesar de ter encontrado pelo caminho grandes mazelas que ainda ameaçam o cumprimento da Meta 2010 “nadar, pescar e navegar no Rio das Velhas”. Entre as mazelas, a pior e mais persistente continua sendo a falta de tratamento de esgoto.
Outra mazela preocupante, segundo Apolo, foi encontrada na região metropolitana de Belo Horizonte. “Inúmeras indústrias estão jogando seu esgoto no rio. Pessoas ricas, que tem muito dinheiro, mas nenhuma sensibilidade com a questão ambiental. Por que a lei não vale também para elas?”, questiona.
Mas a equipe do Manuelzão teve boas surpresas. A que deixou Apolo mais satisfeito foi ver a volta do peixe, em trechos do rio próximos a Curvelo e constatar também a melhora da qualidade da água em Pirapama. “Nas regiões do baixo e médio Velhas a Meta 2010 já é vitoriosa”, comemora. E até o próximo ano, diz Apolo, a confiança é grande no cumprimento total da meta. “Temos fé no que nós chamamos de ressurreição do Rio das Velhas, que está levando ao milagre da multiplicação”.
O que Apolo pede é que as indústrias que estão jogando esgoto no rio cumpram a sua parte e os municípios que foram denunciados com maior foco de esgoto ao longo do Rio das Velhas resolvam os seus problemas. “Precisamos salvar esse rio, ter entusiasmo, plantar árvores, flores e melhorar o aspecto das margens. Todo mundo tem que colocar o dedo na ferida para buscar solução. Os prefeitos, os vereadores têm que ter compromisso com esse rio”.
A terceira margem do rio

A Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude de Minas Gerais, em parceria com a ONG Leão, criou o projeto “A Terceira Margem do Rio”, com o objetivo de promover a utilização racional dos recursos naturais e contribuir para a construção de sociedades sustentáveis. O projeto prevê, para este primeiro ano de trabalho, a capacitação de 500 jovens, entre 15 e 29 anos, dos municípios da Bacia do Alto Rio das Velhas- Belo Horizonte, Contagem, Caeté, Nova Lima, Raposos, Rio Acima, Sabará, Santa Luzia, Itabirito e Ouro Preto. Para o projeto foi assinado convênio em 24 de abril no valor de R$23.936,95. A prestação de contas será divulgada pela ONG Leão.
Contato: ONG Leão/ Chácara do Lessa Fonte: Folha de Sabará
3671-2282.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

veneno ecológico

VENENO ECOLÓGICO PARA MATAR RATOS

-Utilidade Pública: Veneno Ecológico para matar ratos.
Nossos cientistas são feras mesmo!
Vivendo e aprendendo...Método usado por criadores de pássaros.
COMBATENDO OS RATOS
Mudei-me há poucos meses para o primeiro andar de um prédio e, como todo paulistano, estou sendo vítima desses indesejáveis hóspedes.Pergunta daqui, pergunta dali... uma amiga me disse que feijão triturado matava ratos, mas nãodetalhou porque... fui pesquisar e descobri esse estudo da Universidade Federal de Pelotas (que é o link deste post). É FATO !

Como fazer:
Pegue uma xícara de qualquer feijão cru (sem lavar mesmo), coloque no multiprocessador, ou liquidificador (SEM ÁGUA) e triture até virar uma farofinha bem fininha, mas sem virar totalmente pó.

Onde colocar:
Coloque em montinhos (uma colher de chá) nos cantos do chão, perto das portas, e janelas
(sim eles escalam as janelas), atrás da geladeira, atrás do fogão, atrás de tuuuuuuuuudo!

O que acontece:
O rato come essa farofinha, dilicia... nhami nhami... mas ele não tem como digerir o feijão (cru),
porfalta de substâncias que digerem feijão cru, causando assim um envenenamento natural por fermentação.Resumindo: a rataiada morre em até 3 dias.

DETALHE IMPORTANTE:
Ao contrário dos tradicionais venenos (racumim, por ex.) o rato morre e não contamina animais de estimação e por sua vez morrem por terem comido o ratoenvenenado. E a quantidade de feijão que ele ingeriu e morreu é insuficiente para matar um cão ou gato, mesmo porque estes gostam de MATAR pra comer... mas morto eles não comem. Se tiver crianças pequenas (bebês) ainda em período de engatinhamento, que colocam tudo na boca,não faz mal algum, pois o feijão para o ser humano,

mesmo cru é digerido.
NÃO TEM CONTRA-INDICAÇÃO

Roberto Maia / Jornal Ana LúciaSygno Design Gráfico e ComunicaçãoRua Atenas, 513 Ana Lúcia34710-010 Sabará MG

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

SOS Lagoa da Reta

SOS Lagoa da Reta

Sempre que transitamos às margens da Lagoa da Reta, evitamos fitar o seu leito, ignorando que ali agoniza uma filha da natureza, carente de cuidados especiais e vítima do descaso ambiental. Corta-nos o coração!
Quem tem ouvidos ouvirá em bom tom seus lamentos e queixumes por sentir-se tão só e desamparada. Quem tem olhos verá na superfície algas traduzidas em lágrimas daqueles que a amam. É impossível fazermos vistas grossas, onde diariamente centenas de pessoas fazem caminhadas e cada qual com sua opinião formada sobre o futuro incerto da lagoa.
Atualmente esse local é usado como pastagem e lavação de veículos, podendo ser observado lixo de todas as ordens por toda sua orla. Enquanto a revitalização não acontece, aguardamos a vontade política com muita paciência. Assistimos impotentes esse espetáculo deprimente da degradação ambiental.
Saiba mais sobre a saúde de nossa cidade: visite: istoesabara.blogspot.com e dê sua opinião.

Menino morde cachorro Pit Bull

Um menino, de 11 anos, foi atacado por um Pit Bull, nesta terça-feira, dia 22, na Vila Nova Vista, em Sabará. Ele é morador do bairro São Gabriel em Belo Horizonte mas está passando férias na casa da tia. Segundo a vítima, Gabriel Alexandre de Almeida Silva, ele tinha entrado na casa de sua tia buscar uma priminha e quando ele entrou no quintal o cão da raça Pit Bull o estranhou e o mordeu. Ele se debateu com o cachorro que não o soltava. O animal só largou quando Gabriel também o mordeu.
O garoto mordeu tão forte que até perdeu um dente. Somente por isso o Pit Bull o soltou. Gabriel subiu no muro e pulou para a rua e aguardou a chegada dos bombeiros. Ele foi socorrido e levado ao Pronto Socorro João XXIII e seu braço ficou com várias mordidas. Gabriel passa bem e está se recuperando do susto. “Eu não fiz nada. O cachorro se assustou comigo e avançou. Eu tive que morder pra ele me soltar porque não tinha ninguém por perto para puxá-lo. Se não fosse assim ele ia me morder muito mais”, conta o menino.


Fonte: Folha de Sabará

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O lixão dos mares.


Ambiente O lixão dos mares
Três milhões de toneladas de detritos concentradosem um ponto do Pacífico sinalizam o impacto devastador da ação humana sobre os oceanos
Diogo SchelpVista do espaço, a água predomina na Terra. Os oceanos cobrem 71% da superfície do planeta, com profundidade média de 3.795 metros. Todas as elevações da terra exposta poderiam facilmente ser escondidas nas profundezas dos mares. É difícil acreditar que a poluição humana seja capaz de ameaçar tal imensidão. O mesmo tipo de incredulidade pode ocorrer diante da grandeza da Floresta Amazônica. Quando se pensa que o solo amazônico é frágil e que, pouco enraizadas, as árvores dependem umas das outras para se manter em pé, percebe-se mais facilmente o perigo representado pelo desmatamento. Há similitudes com o mar. Vastas áreas do leito marinho são de terra estéril, pouco capaz de sustentar a vida. Para sobreviverem e prosperarem, os animais marinhos dependem de nichos ecológicos ricos em alimentos e biodiversidade. Os recifes de corais, verdadeiros viveiros marinhos, são um exemplo bem conhecido.
Quando a ação predatória da humanidade avança sobre esses nichos de biodiversidade ou depreda os estoques de peixes comerciais, está colocando em risco a cadeia alimentar marinha. Os oceanos são imensos – mas o ritmo da poluição causada pela ação humana é intenso. A Grande Mancha de Lixo, como é chamada a sopa de detritos no Oceano Pacífico, é exemplo do que se pode fazer para estragar o mar. A 2.000 quilômetros do litoral do Havaí, entre o arquipélago e a Califórnia, ela constitui o maior dos depósitos marinhos de lixo. Ali, pedaços de plástico, restos de redes de pesca, roupas, garrafas e uma infinidade de detritos produzidos pelo homem superam em seis vezes o peso total dos zooplânctons, os organismos minúsculos que estão na base da cadeia alimentar marinha. São 3 milhões de toneladas de lixo, uma quantidade que São Paulo leva seis meses para produzir. Depósitos flutuantes de lixo são um fenômeno natural formado pelo movimento circular das correntes marinhas, os chamados giros oceânicos. Já a Grande Mancha de Lixo, que pode ser avistada de avião, é o sinal de degradação ambiental. O impacto nefasto da ação humana sobre os oceanos se dá de várias formas. Aqui estão as mais significativas:
Poluição – A face mais conhecida da sujeira lançada ao mar são os 4,5 milhões de toneladas de petróleo que vazam por ano nos oceanos. Os danos causados pelos resíduos sólidos são igualmente intensos. Cerca de 70% dos sacos plásticos, latas, garrafas e pneus são depositados no fundo do mar. O restante navega pela superfície ou fica preso nos grandes giros oceânicos. Esses lixões são devastadores para a vida marinha. Golfinhos, focas e tartarugas ficam presos em redes de pesca e morrem sufocados. Peixes e pássaros engolem pedaços de plástico e de metal e também perdem a vida. Estima-se que o lixo acumulado nos mares seja o responsável direto pela morte de 1 milhão de aves e mamíferos marinhos por ano. Quase todo esse lixo chega aos oceanos levado pelas águas dos rios ou é arrastado pela maré de praias emporcalhadas. São despejadas 675 toneladas de resíduos sólidos por hora no mar – e 70% desse total é constituído de objetos feitos de plástico. Mesmo quando não há sequer uma garrafa pet à vista à beira-mar, não existe praia limpa: em todo o mundo, entre 5% e 10% da areia litorânea é formada por pellets – bolinhas de meio centímetro de diâmetro que servem de matéria-prima para a indústria de plásticos. Ingeridos por peixes, crustáceos e moluscos, esses pellets afetam a alimentação humana.
Dilapidação dos estoques marinhos – Nos últimos cinqüenta anos, a população mundial dobrou, enquanto o consumo de frutos do mar aumentou cinco vezes. A natureza não está conseguindo repor os estoques pesqueiros. Das 200 espécies de peixe com maior interesse comercial, 120 são exploradas além da capacidade de recuperação das populações. A frota pesqueira mundial é de 4 milhões de barcos, o dobro do recomendável. Se continuar nesse ritmo, a indústria da pesca entrará em colapso em 2050 com o esgotamento do estoque de peixes comercializáveis.
Aquecimento da água – A temperatura média dos oceanos acompanha a tendência da mudança climática global: está mais quente. Um dos efeitos é o aumento das zonas mortas nos oceanos, porções dos mares nas quais a concentração de oxigênio é insuficiente para a manutenção da vida, com a exceção de algumas bactérias. As zonas mortas também são causadas pela decomposição de algas, que proliferam devido aos resíduos orgânicos produzidos pelo homem e despejados no mar. O número de zonas mortas aumentou de três para 150 nas últimas cinco décadas.
Acidificação da água – O mar absorve parte do gás carbônico acumulado na atmosfera. Como a concentração do gás aumentou, em conseqüência da poluição humana, sua absorção pelos oceanos também cresceu, deixando a água mais ácida. A acidez provoca a descalcificação de espécies marinhas como os moluscos e destrói os corais, que, apesar de cobrirem apenas 1% do solo dos oceanos, servem de abrigo para 25% da vida marinha. Como resultado, estima-se que 16% das espécies de coral estejam ameaçadas de extinção.
Não se podem mais ignorar as conseqüências das ações humanas sobre a imensidão dos oceanos.



O desastre saiu barato
AP
A maré negraPássaro coberto pelo petróleo do Exxon Valdez: 400 000 aves mortas
Qual a indenização justa a ser paga por um dos maiores desastres ambientais já causados pelo homem? No mês passado, depois de catorze anos de disputa judicial, a Suprema Corte dos Estados Unidos chegou a uma decisão no caso do petroleiro Exxon Valdez. A ExxonMobil, dona do navio, não deve ser multada em mais de 500 milhões de dólares, quantia igual à que já pagou a título de indenização às pessoas afetadas pelo vazamento de petróleo no Alasca, em 1989. Parece muito dinheiro, mas representa apenas 10% do valor estipulado pela primeira sentença, em 1994. Para a maior empresa petrolífera do mundo, isso equivale ao lucro obtido em cinco dias de operação.
O desastre do Exxon Valdez é um símbolo ambientalista não apenas pela quantidade de petróleo que vazou no mar ou por ter atingido um santuário de vida natural até então intocado pela mão humana. Pesaram também as evidências da falta de cuidado com que uma empresa petrolífera gigantesca lidava com a questão ambiental. Comandado por um capitão alcoólatra, o navio estava fora das rotas normais de navegação quando encalhou num recife. Os 41 milhões de litros de óleo cru derramados no mar causaram uma devastadora maré negra que invadiu 2 000 quilômetros de praias na costa do Alasca. Uma estimativa aponta a morte imediata de 400 000 aves, 300 focas, 22 baleias orcas e a eliminação de bilhões de ovos de salmão e arenque.
A ExxonMobil diz já ter gasto 3,4 bilhões de dólares em indenizações e projetos de recuperação ambiental na região. Estudos indicam que ainda há petróleo na areia das praias e em camadas submersas no oceano. O petróleo está desaparecendo a uma velocidade 80% menor que a esperada inicialmente e ainda afeta peixes, aves, mamíferos e moluscos.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Converse com um robô consciente



A Petrobras lança na Internet um robô com Inteligência Artificial capaz de conversar com os usuários como se fosse um atendente real e falar sobre assuntos ligados ao uso racional de energia, derivados de petróleo, meio ambiente, gás natural, dicas de economia, qualidade do ar, biocombustíveis, programas educacionais e fontes alternativas de energia. Através do endereço http://www.conpet.gov.br/ed/.br/ed/ é possível conhecer e conversar com o Robô. O CONPET é o programa nacional da racionalização do uso dos derivados do petróleo e do gás natural e fornece o conteúdo que forma a base de conhecimento do Robô.
Através de uma simpática interface de comunicação, pessoas de todas as idades conversam com este robozinho inteligente sobre os assuntos relacionados às áreas do CONPET.